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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu nunca sei como começar um texto.


Não sei se vou escrever um poema sentimentalista, uma história de utopia ou se vou falar de mim...
O texto vai se transformando de acordo com o que eu rabisco no papel ou, digito no computador. 
Triste é pensar que não importa o que eu faça, sempre tem alguém pra reclamar e dizer que se fosse ela mudaria algo que não gostou.
Se bem que, sobressaltando o fato de que quando escrevo ponho pra fora o que está contido dentro de mim' 
e que estou pouco me importando com o que pensam essas pessoas, não me chateio não.  
Até porque, sou obrigada a admitir: Assim como para elas, também são poucas as coisas que ainda me agradam nessa vida. 
Nada de mais. Coisas pequenas. Algumas até sem sentido mesmo. 
Fora que eu acho bacana pontos de vista, além de divergentes, são complicados. 
E quem disse que não seriam, não é mesmo?!
É aquela coisa clichê que todo mundo já sabe: Pessoas diferentes, pensamentos diferentes, atitudes diferentes.

Íh, lá vou eu falar de pensamentos outra vez. 
Não! Melhor não compartilhar com ninguém. Ninguém precisa saber o que se passa aqui dentro, por hora. 
Até porque, não é nada demais. Uma hora vai passar e quando pensar que não, lá estou eu mudando o ponto de vista de novo. 
Pra mais tarde, mudar de novo e de novo. 
Mais até que faz sentido, é assim que a vida ensina.
A gente só aprende assim; Errando. Acertando. Se reciclando. Se reinventando. Se modificando.

Já disse que nunca sei como começar um texto?!
Pois é as palavras vão apenas se encaixando. 
Morro de medo de meu texto ficar parecido com o de alguém e acabarem dizendo que eu plagiei. 
Ops, se isso um dia acontecer saiba desde já que não foi minha intenção. 
Mas enfim, to escrevendo, escrevendo, escrevendo...e tá saindo isso aí.

Talvez a vida as vezes queira que algumas coisas pareçam não fazer sentido hoje, pra nos tomarem de assalto amanhã.
Ou não!

Mas não vejo problema nisso, muito pelo contrário. 
Vou levando minha suposta vida de escritora, na esperança de, quem sabe um dia' publicar um livro 
e no final das contas morar numa casinha bacana, numa cidade tranquila, com uma vista que mais pareça uma tela. 
Tendo café na garrafa térmica, conhaque na prateleira, vinhos antigos na adega e uma xícara ou uma taça sempre a mão, bons filmes e livros na estante na sala amigos pra brindar, sorrir, chorar
Na varanda  uma rede a lua pra me consolar, no quarto um amor pra me esquentar, Ah, e um gato preguiçoso ou cachorro dorminhoco ao pé da minha cama...

Pode até ser que esses meus pensamentos de hoje não saiam dessa tela, ou, como disse logo a cima: se modifiquem por completo amanhã.

Quer saber:  Adoro a ideia de poder mudar de ideia sempre que julgo necessário. 

Mari Carazolli