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sábado, 16 de agosto de 2014

Um dia...


... Assim, do nada, num elevador, ou numa esquina qualquer alguém vai entrar na sua vida e deixar tudo fora do lugar. Mudar os seus hábitos, algumas opiniões, a sua musica predileta, os seus passeios de final de semana, o seu programa favorito. Vai mudar também o primeiro pensamento ao acordar, e os sonhos de todas as noites, vai fazer você se superar a cada dia, e aprender a essência verdadeira do amor. Essa mesma pessoa vai fazer o seu pesadelo de infância mudar, e o que era o bicho papão em baixo da cama agora é o medo de vê-la partir algum dia. Essa pessoa vai também ser a razão para você permanecer onde está, e desejar uma vida melhor, concretizando seus sonhos, seus planos. Vai fazer você ter vontade de apresentá-la a todos, ter vontade de mostrar suas manias, levá-la aos seus lugares prediletos, vai fazer crescer em ti algo mágico, deverás muito especial, algo que você jamais sentiu. Vai fazer também você sonhar acordada na mesa do buteco, em pleno horário de trabalho, durante a viagem do metrô até a sua casa, durante o banho. Vai fazer você ficar suspirando de minuto em minuto, vai fazer você sentir paz apenas ao olhar para ela. Essa pessoa vai pegar seu mundo e revirar do avesso, mas você não vai ligar, apenas vai achar tudo muito lindo, como tudo o que ela faz. Vai fazer você pensar em futuro, em construir uma família. Vai fazer você desejar sempre ser o seu melhor só para agradá-la, vai querer fazer você em pleno sábado assistir um filme reprisado na tv mil vezes, apenas porque a companhia ao seu lado será ela. Essa pessoa vai te fazer crescer, te fazer vibrar a cada sorriso, e sempre vai estar ali para abraçar você caso haja quedas. Essa pessoa será seu porto seguro, aquela que você sempre esperou.
É meu amigo, espero que quando essa pessoa surgir você a segure com toda garra, a proteja com unhas e dentes, e cuide para que ela se prenda espontaneamente em você, pois esse alguém pode ser o amor da sua vida.

Mari Carazolli

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Vamos...

Diga-me algo sobre você
Sobre seus ideais, sobre seus sonhos
Eu quero alguém em quem confiar,
ultimamente tenho me sentido tão sozinha
 
Eu gostaria de entender
por que as pessoas são tão egoístas
e por que estamos em um mundo onde
só as pessoas mesquinhas parecem ganhar.
 
Você não quer ser assim.
Vazio, seco de vida
Você é como eu, eu posso sentir.
Você quer ganhar essa tentação.
 
Então, vamos compartilhar nossas esperanças.
Tenho tanto pra dividir com você.
Só que antes eu preciso te conhecer
Vamos, diga-me algo sobre você
 
Mari Carazolli

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sempre que a noite tem cara de conhaque barato de um copo sujo qualquer...

Ele fica reclamando de tudo e todos, do quanto a vida é triste e fodida.
Quer saber, cansei de ouvir, agora vou falar:
Foda pra mim, é bater o dedinho numa quina qualquer,
foda é não ter tempo pra tomar o copo até a última gota e dividir bons momentos com amigos.
Foda é ser traído, assaltado, humilhado.
Triste é botarem sua lealdade em dúvida.
Foda, meu bem, é não foder com a pessoa que você ama,
foda é não ter um real pra comprar um cigarro Tiu San.
Triste é ninguém te escutar quando você tá falando,
triste é ver TV sozinho e ainda por cima falar com a televisão.
Triste é você querer dar um abraço em alguém que tá bem ali na sua frente
e não poder.
Foda é ter que abrir mão das coisas que almeja.
Mais pra você deve ser mesmo muito foda e muito triste não ser a pessoa certa.
Você não sabe porra nenhuma de nada!
Você não sabe porra nenhuma de mim!
E eu acho que você devia parar de se fazer de Dom Juan barato da casa do baralho.
Pouca coisa me toca nessa vida e palavras desacompanhadas de atitudes geralmente não estão na lista... Passar bem.
Ah, e antes que comece se fazer de coitado, dizendo que eu não me importo com você,
vou te dizer: Eu não só me importo, eu gosto de você.
E a prova maior disso tudo é que, estou te mandando a puta que pariu.

Mari Carazolli

Ele me disse...

Que por muitas vezes retornou e se deparou com as luzes apagadas. 
Eu estava lá dentro, com meus olhos perdidos, 
me segurando pra não olhar pela fresta do portão. 
E ver se era mesmo o carro dele. Eu escrevia pra ele.
Escrevi tanto que por fim decidi que chega:
No amor é necessário alguém para afundar junto.
Mudei de cigarro. Tomei porres mais sujos. Aposentei os saltos.
Não é possível voltar. Fiz outras coisas, me ocupei em dobro.
Me apaixonei de novo, ao menos tentei. Esse amor acabava comigo.
Fugi tanto que além de volta e meia pensar nele, acabei cansada. 
Pensava nele dentro do carro debaixo das arvores e tudo apagado;
Entrelaçando as pernas dele em pernas que ele nunca poderia gostar,
não como gostava das minhas;
Digo isso porque nossas pernas se completavam, se entendiam, 
dividiam o mesmo espaço, quase se fundiam e planejavam seguir pra sempre
os mesmos caminhos.
Ele disse que sentia minha falta...
Disse que comigo era diferente...
Que palavras vazias não adiantavam.
Amores de copo não eram suficientes
Era preciso mais que uma noite, um momento qualquer
Por isso ele retornava, ele queria olho no olho, testa na testa.
Palavras sinceras, amores sóbrios
Só que pra ter tudo isso precisa ter coragem pra se entregar, dar a cara a tapa, correr riscos, desobedecer os signos.
Então eu pulei...
Eita insônia da poha
Mulher apaixonada que não dorme é uma merda.

-Mari carazolli

domingo, 5 de janeiro de 2014

Escrevo

Intuitivamente o que vem a mente,
sem regras, sem parâmetros
Apenas vou seguindo meus instintos,
deixando vir à tona toda a crueza
das minhas emoções
Sentimentos que de tão densos
Saem da cabeça direto para o coração
Que os bombeiam dentre minhas veias
Filtram meu sangue
Transbordam pelos poros
Arrepiam os pelos que estão a flor da pele
e escorrem dentre as pontas de meus dedos
Deixando sua marca impressa
Em deveras palavras, abstratas ou não.
 
Mari Carazolli

Demorou mais você voltou...

Como sempre trazendo meu coração, meu sorriso, minha saúde e a promessa de que dias melhores virão.
Eu tava aqui, quietinha, quentinha debaixo do cobertor tramando sua morte, teclando no face, ouvindo umas musicas, mandando mensagens.
Só que isso já não importa porque como é de costume, você voltou, soprou meu pescoço, bagunçou meu cabelo, recuperou seu espaço em minha cama e mais uma vez expulsou o fantasma que volta e meia fica preso em meio as fotografias da cabeceira, mais só pra você saber:
 Ele nem me assusta mais.
(Acho que me acostumei, com a sua ausência).
A única coisa que posso fazer é aproveitar o momento até que venha a próxima crise pra depois ficar esperando até que você volte novamente.
 
Mari carazolli

Nunca achei que um dia eu pudesse te querer assim.

Quer dizer... Te querer eu sempre quis.
Ainda me recordo das vezes em que eu dormia em sua casa,
era um virado pra cada lado.
Se nossos rostos se encontrassem logo pensava, vai dar merda,
e era justamente o q acontecia, na madrugada sem querer me apoiava em seu braço e nossos olhos se cruzavam e com medo do que você ia pensar, virava logo pra posição inicial.
E com você era a mesma coisa, pensava , assim como eu,
que ia dar merda aquele rosto ali.
Que o rosto ia virar uma respiração ofegante, depois uma boca e logo mais aquele beijo, dai pra gente ficar todo embolado era um pulo e no dia seguinte ia ter que dar explicação ou continuar alguma coisa que a gente não tava pronto pra continuar.
E era assim:
A gente se vendo dormir, perdendo o sono, e com o lado direito do corpo todo torto e o pescoço adormecido, de tanto ficar na mesma posição.
Mais até que a gente curtia, mal chegava o fim de semana e você já chegava dizendo bora lá pra casa?!
A horas passavam e quando já era bem tarde você dizia:
 Hoje você dorme aqui e eu nem pensava duas vezes antes de aceitar,
abria seu guarda-roupa e pegava uma camisa qualquer.
Eu acho que você lembra como era uma merda. Por que no dia seguinte você tinha seus problemas, e eu tinha o meu ideal de solidão.
Eu vivia sozinha cercada por um monte de gente, só com você eu não era. Ficava preocupada, tensa, e você mal sabia o que falar.
Aí a gente tomava um porre e se amava pra caralho e depois ficávamos vianjandinho, filosofando sobre tudo, principalmente de como era frustrante, como dizia Cazuza, ser porra louca e não saber amar.
Eu mordendo os lábios, tentando ser o menos óbvia possível.
E você tagarelando sobre aquele porre homérico e do tapa que eu te dei todo desajeitado, mais pra exprimir raiva do que pra machucar,
naquele tapa que eu sofri por ter te dado e pedi desculpa até não poder mais, foi ali que tu disse que percebeu o que a gente tava fazendo.
Eu lembro de estar morrendo de medo na hora de ir embora por que éramos nós dois e mais um monte de gente e eu sem saber se você ainda era meu melhor amigo.
Aí cada um foi ficando num canto, uns nos ônibus, outros nos metrôs, alguns
nos táxis
e a gente continuou seguindo pra sua casa, só nós dois.
Enquanto a cada passo mau coração acelerava mais, pois sabia que você ia perguntar. E você perguntou.
E quando perguntou, me deu o braço rindo e indagando o que foi aquilo de ter me enfiado o tapa na frente de cinquenta pessoas?!
Você morreu de rir da minha falta de jeito, de vergonha na cara e de explicação.
Foi ali que eu pensei caralho, nunca vou deixar de gostar desse carma'.
Você fazia parte de mim, da minha vida, da minha história.
E foi nesse dia, bem ali em plena Afonso pena que você começou a fazer planos. Nada daqueles planos solitários que você tinha. Você me incluiu nas viagens, nas casas, em todos os lugares.
Nem perguntou se eu queria.
Falava "aí a gente vai pra lá, depois a gente vai pra cá e depois a gente volta, e se bobear a gente NEM VOLTA", e ficava falando eu ficava escutando quieta de tão bom que era escutar.
Depois de tanta volta, tanta coisa, tanta gente, eu percebo que o que eu quero não esta na mesa do bar (apesar de gostar muito da mesa do bar), não está na madrugada de porres intermináveis, muito menos em meio a essa multidão de gente cheia de si e vazia de tudo.
Ainda gosto de tudo isso, assim como sei que você também gosta.
Mas no meio da farra a gente se entreolha e percebe que é hora de voltar pra sua casa. E como é bom voltar pra lá.
As vezes a gente conversa e pergunta se é a sobriedade da idade dando as caras. Se é o cansaço desse povo que nunca muda mostrando todo seu significado que a gente achava que ia durar e ser foda pra sempre.
Que eu nunca ia parar de pegar o marley e que nunca ia precisar dormir direito. Na verdade a gente nunca soube do que precisava.
Mas agora sabe.
E tem sido bom assim.
Tem sido bom os nossos problemas, as compras de supermercado, as nossas divisões, a volta pra sua casa, que ultimamente tem sido mais minha do que sua, o que você é, o que eu sou, o que a gente virou.
Acho que nunca me senti tão infinita como me sinto quando te tenho por perto, ninguém nunca me completou como você completa,
só transbordo por inteiro quando te tenho do lado.
É... Acho que nunca gostei de alguém como eu gosto de você.
 
Mari Carazolli

09/11

Eu estava usando os brincos que ele me deu de presente;
Não era um dia bom:
Em poucas garrafas de conversa nós já havíamos dito tudo o que era pra calar
e tudo que pude entender no final daquilo foi a certeza de  que nós
nunca nos entenderíamos novamente.
Mulheres demais, homens demais, bares demais, problemas e mentiras demais fora as brigas em excesso.
escanei seu corpo autodenominado de templo, que de sagrado,
 francamente, não tem nada
e fui medida do topo do meu fio de cabelo arrepiado
até o salto 15 que sustentava meus pés.
E nós estávamos nitidamente desconcertados, fazendo um bruto esforço para não reabrir as feridas do passado,
mais no fim das contas e de cada frase, não fizemos outra coisa,
que não fosse relembrar.
precisávamos relaxar, ficar no silêncio, com companhia menos perigosa.
Foi então que fechamos a conta, voltamos pro carro e paramos na rua que é guardiã dos segredos blindados, alguns frustrados, outrora hilários
E ficamos por lá, viajandinhos, olhando as estrelas,
eu falando asneiras e você rindo pra não chorar.
...Ao menos nos descontraímos.

Mari carazolli

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Andares do apê...


 _ E ai em baixo? Novidades?
_ Vi uma série, acabei com o engradado, contei segredos e dei risada com o Alan.
E ai em cima?
_ Escrevi bobagem, acabei com o conhaque e matei um pernilongo.
...É ás vezes a vida é bem simples...
...Fica dividida em apenas 15 degraus de uma escada qualquer, fica sim.
 
Mari Carazolli

Num dia desses...

... De repente, como diria Humberto Gessinger: Num desses encontros casuais, você passou por mim e instantaneamente me bateu uma vontade louca de te matar, dar um escândalo, mastigar pedra, socar seu nariz e esmagar com salto 15 o seu coração. Me segurei, quase roí as unhas, suei frio e você não reparou... tsc tsc tsc... Você nunca repara em nada.
 
Mari Carazolli